Saúde

Governo do Amazonas dobra oferta de cirurgias de catarata no Estado a partir deste mês

A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) começa, neste mês de outubro, uma nova etapa dos mutirões de cirurgia de catarata no Estado. Com investimentos da ordem de R$ 6 milhões, o Governo do Amazonas garantiu a realização de 8.814 procedimentos cirúrgicos para execução até junho de 2013. A oferta é mais que o dobro do número de operações feitas nos últimos doze meses e atende a estimativa de zerar a fila de pessoas que buscam pelo tratamento da doença.
 
Até setembro deste ano, cerca de quatro mil cirurgias foram custeadas pela Susam em atendimentos na capital e interior. A nova fase dos mutirões conta com recursos partilhados com o Governo Federal. Do total de cirurgias contratado, 4.451 serão disponibilizados exclusivamente para os municípios do interior.
 
Doença que compromete a formação de imagens na retina, a catarata geralmente afeta pessoas idosas, à exceção dos casos congênitos. Só pode ser curada por meio da cirurgia, que consiste em substituir o cristalino danificado do olho por um artificial.
 
Na rede pública de saúde, a demanda é elevada e a prioridade tem sido pela cirurgia dos pacientes de casos mais graves. Com o aumento na oferta de vagas para operação, será possível mudar a dinâmica e atender também aquelas pessoas que estão com a doença ainda na fase inicial de desenvolvimento, afirma o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim.
 
“Neste ano, nós já retiramos bastante gente da fila. Pessoas que tinham a doença em estágio avançado. Ainda existem alguns casos, que serão tratados agora, mas como estamos ofertando um número maior de cirurgias será possível atender também aquelas pessoas que estão com a doença ainda em seu estágio inicial, já com indicação cirúrgica. Com isso, a pessoa deixa de sofrer vários anos com a deficiência na visão”, pontuou.
 
Prioridades de atendimento – Os pacientes que já possuem encaminhamento para a cirurgia serão os primeiros atendidos nessa nova etapa do mutirão. Para fazer a operação, a pessoa que apresenta problema na visão deve se consultar com um oftalmologista nas Unidades Básicas de Saúde e Policlínicas e fazer um exame completo. No interior, as consultas com o especialista podem ser feitas nos hospitais públicos.
 
Somente após a indicação médica é que a pessoa pode entrar na fila para a cirurgia, enfatiza Alecrim. “Realizada a consulta oftalmológica e identificado o caso de catarata, o paciente será encaminhado ao tratamento cirúrgico. A operação é marcada via central de regulação com a indicação da data, clínica ou o local onde a cirurgia será feita, no caso dos municípios do interior”, explicou.
 
As cirurgias serão feitas nos hospitais públicos por equipes enviadas pela Susam, conforme a demanda informada pelas secretarias municipais de saúde. Em Manaus, a Susam possui cinco clínicas conveniadas para realizar o serviço.
 
Por dois anos, a aposentada Antônia Souza, 75, sofreu com a deficiência até ser operada na rede pública. A vista turva e embaçada tornava difíceis as tarefas mais simples do dia a dia e acabaram afastando-a de sua grande paixão pela costura. Diagnosticada com catarata, a dona de casa fez a primeira cirurgia para correção do problema em junho. “Estou muito satisfeita porque começo a voltar a enxergar direito. É uma benção! Vou ficar ainda mais feliz quando fizer do outro lado. O médico disse que não vou nem precisar usar óculos, só mesmo para enfiar a linha na agulha, mas é um grau bem baixinho”, disse.
 
 
FOTOS: NONATO DUARTE E ROBERTO CARLOS

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