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Tabatinga 228
anos de história
Vinte anos de emancipação
política, trouxeram a cidade desenvolvimento e progresso,
quer no campo estrutural quer no campo social, assim como outras
conquistas sócio-culturais, mas nem por isso podemos desprezar a
rica história que nos antecede.
Somos sucessores da próspera nação omagua que habitou originalmente
este território. Vários cronistas do século XVI e XVII informam em
seus relatos a riqueza e abundância aqui existente, no período
pré-colonial. Por conta da insanidade explorativa do conquistador
restam apenas os registros destes habitantes, senhores da várzea do
Gran Aparia, que compreendida a área do Napo a foz do Jandiatuba.
Durante a união ibérica a chegada dos franciscanos espanhóis
Domingos de Brieva e Andrés de Toledo a Belém em uma canoa vindos de
Quito, alertou o governo português do Grão-Pará sobre a presença
espanhola na Amazônia, fato preponderante para determinar a execução
da expedição de Pedro Teixeira, em 1637 que tomou posse dessas
terras em nome da coroa portuguesa. Posse esta ratificada em 28 de
julho de 1866 pela Comissão de Limites.
Posteriormente, o próprio
Mal Rondon, ícone do Exército Brasileiro inaugura o marco divisório
na margem do Igarapé Santo Antonio, linha divisória Brasil/Colômbia.
Para evitar as constantes invasões castelhanas ao território luso,
foram erigidos diversos fortes entre eles o de São Francisco Xavier
de Tabatinga, fundado em 1776 pelo Sargento-Mor Domingos Franco, ao
lado de uma aldeia fundada por Jesuítas, provavelmente em 1710,
segundo registrou Antonio Porro em “As crônicas do Rio Amazonas”.
Esta fortificação dura até 1932 quando as águas do Rio Solimões
destroem este aquartelamento. E o Forte, portanto, o primeiro marco
da presença luso/brasileira neste sítio e origem da atual cidade de
Tabatinga.
Desde seus primórdios, a ocupação humana em Tabatinga (civil e
militar) tem assumido o importante papel de controle e defesa do
território brasileiro, particularmente, pela sua localização
estratégica. Por isso, em 20 de abril de 1967 é criada a Colônia
Militar de Tabatinga, com a finalidade de “nacionalizar as
fronteiras do País; criar e fixar núcleos de população; promover o
desenvolvimento e manter a segurança da área pela vigilância
permanente”.
A presença missionária também é antiga e, sabe-se que, em Tabatinga,
desde o ano de 1873, havia uma igrejinha de alvenaria, junto ao
Forte, dedicada a São Francisco Xavier. Os missionários mantinham
uma ótima relação com os oficiais e praças daquele Pelotão
Independente, várias vezes ao ano, ali estavam para dar assistência
religiosa aos militares e civis. A capela de Nossa Senhora de Nazaré
foi construída pelo Revmo.Pe.Frei Silvestre de Pontepattoli
juntamente com os militares, quase todos paraenses e devotas de
Nossa Senhora... Monsenhor Tomas e Frei Silvestre, acalentavam a
idéia da construção de uma capela dedicada aos Santos Anjos no marco
brasileiro e, em 1949 o Revmo.Pe.Frei Felipe a construiu a margem
esquerda do Rio Solimões.
Tabatinga e Benjamin Constant originalmente
estavam integrados ao Município de São Paulo de Olivença e com a
criação do Município de Benjamin Constant, Tabatinga passou a
pertencer administrativamente, como subdistrito, a Benjamin até 10
de dezembro de 1981, quando então passou a condição de município,
que foi instalado em 1° de fevereiro de 1983.
Contar a trajetória dos 22 anos de emancipação é falar
sobre a conquista e sonhos realizados, sobre expansão populacional,
sobre o fortalecimento das instituições, sobre a instalação
definitiva do Ensino Superior e sobre tudo a visão de um futuro mais
promissor com a criação do Território Alto Solimões.
PARABÉNS TABATINGA!!!
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