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A importância da Defesa Civil em Tabatinga
Tabatinga é a sede do pólo Alto-Solimões, que abrange até a cidade de Tonantins. No município de Tabatinga são divididos 2 NUDEC’s. A Política Nacional de Defesa Civil aponta o Núcleo Comunitário de Defesa Civil – NUDEC – como o elo mais importante de Sistema Nacional de Defesa Civil. Tem como finalidade implementar a integração de todo o Sistema de Defesa Civil, empresas, estabelecimentos de ensino, comunidade e instituições de segurança pública para garantir uma ação conjunta de toda a sociedade nas ações de segurança social. Na sede, localizada na Marechal Mallet, são reunidos 100 voluntários, e o NUDEC Rui Barbosa que compreende também os bairros de Santa Rosa, Tancredo Neves contam com 56 voluntários; além do núcleo do bairro Vila Paraíso com 44 voluntários, que são responsáveis também pelos bairros das Comunicações e Nova Esperança. Esperamos em breve outros núcleos no bairro do Brilhante, Portobrás, Comara e Umariaçú. Há planos também de futuras instalações nas comunidades. Primeiramente em Teresina I, depois em Belém do Solimões por ser um ponto estratégico, posteriormente em Sacambú.
É de grande importância a criação da Defesa Civil, porque é no município que os desastres acontecem e a ajuda externa normalmente demora a chegar. É necessário que a população esteja organizada, preparada, e orientada sobre o que fazer e como fazer. A principal atribuição da COMDEC é conhecer e identificar os riscos de desastres no município. A partir deste conhecimento é possível preparar-se para enfrentá-los, com a elaboração de planos específicos onde é planejado o que fazer, quem faz e quando fazer. O SIPAM- Sistema de Proteção da Amazônia, Também em parceria com a COMDEC, em ações que vão desde o desenvolvimento de estudos e projetos, com eixos temáticos definidos (desflorestamento, detecção de raios e meteorologia) com vistas a avaliar e monitorar os impactos da ação antrópica, até a aplicação de técnicas de geoprocessamento e de sensoriamento remoto, ambos voltados à caracterização desses impactos e de suas medidas mitigadoras, apoiadas por uma logística local implantada.
Mas somente planos bem elaborados pelos órgãos de governo não são suficientes. É preciso que a comunidade participe das atividades de defesa civil no município, organizando-se em Núcleos Comunitários de Defesa Civil (NUDEC’s) desde o planejamento até a execução das ações de defesa civil. Diante dessa afirmação, é importante que a comunidade e o Governo Municipal estejam conscientes da necessidade de um órgão governamental e de associações comunitárias que visem a segurança da coletividade.
A Defesa Civil busca
envolver as comunidades situadas em áreas de risco no processo
de reflexão sobre a realidade dos riscos, incentivando a
construção de uma consciência coletiva acerca da preservação do
meio ambiente local, sobre a ótica da minimização dos desastres.
Em 1943, a denominação de Defesa Passiva Antiaérea é alterada para Serviço de Defesa Civil, sob a supervisão da Diretoria Nacional do Serviço da Defesa Civil, do Ministério da Justiça e Negócios Interiores e extinto em 1946, bem como, as Diretorias Regionais do mesmo Serviço, criadas no Estado, Territórios e no Distrito Federal. Em 1967 é criado o Ministério do Interior com a competência, entre outras, de assistir as populações atingidas por calamidade pública em todo território nacional. A organização sistêmica da defesa civil no Brasil, deu-se com a criação do Sistema Nacional de Defesa Civil – SINDEC, em 16.12.1988, reorganizado em agosto de 1993 e atualizado por intermédio do Decreto nº. 5.376, de 17.02.2005. Na nova estrutura do Sistema Nacional de Defesa Civil, destaca-se a criação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres – CENAD, o Grupo de Apoio a Desastres e o fortalecimento dos órgãos de Defesa Civil locais.
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