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Sindicatos de servidores do AM se reúnem neste sábado para decidir greve geral

Os representantes dos sindicatos das categorias de saúde, educação e segurança anunciaram que neste sábado (3), será realizada uma assembleia geral para deve definir a deflagração da greve por tempo indeterminado. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (2), durante coletiva de imprensa na sede Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil (Sinpol-AM), bairro Petrópolis, zona sul da capital.

As categorias anunciaram ainda que resolveram se unir e criaram o Movimento Unificado dos Servidores Públicos (Musp). Segundo os representantes, as medidas que serão adotadas, nos próximos dias, são para chamar atenção do Governo do Estado e pedir a revogação da lei que congelou os aumentos salariais dos servidores públicos.

Neste sábado (3), os trabalhadores se reunirão, às 9h, na sede do Sinpol-AM, para uma assembleia geral que deve definir a deflagração da greve, por tempo indeterminado. Segundo o presidente do Sinpol-AM, Jaime Lopes, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos (Musp), tem procurado dialogar com o governo desde o início do ano para buscar soluções.

“Desde o início do ano e ainda nesta semana, o Musp formalizou, na própria sede do governo, um pedido de reunião até hoje. Se o governador tiver a sensibilidade e mostrar o respeito pelo direito dos servidores, inclusive, talvez não fosse necessário fazer assembleia. Nós estamos dialogando, mas o governo está fechado”, disse.

Na assembleia geral, as categorias devem decidir a possível deflagração da greve. A intenção dos servidores é paralisar as atividades, conforme Lopes. A decisão pode ser revertida, frente a uma nova proposta por parte do Governo do Estado.

“O que nós não admitimos é que os direitos dos servidores sejam retirados, para que esses recursos tenham outra destinação. Essa é a motivação da nossa mobilização e provável greve geral”, afirmou.

Polícia Militar está com efetivo reduzido

Desde a noite desta quinta-feira (1º), os soldados e cabos da Polícia Militar (PM), deflagraram a operação ‘Padrão’ e estão com os serviços e atendimentos nas ruas reduzidos. A decisão foi tomada durante uma assembleia extraordinária, realizada na tarde desta quinta, na sede da Associação de Cabos e Soldados da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (ACS), que contou com, aproximadamente, 400 pessoas.

Os policiais farão ainda uma “falta coletiva”, onde vão passar 24 horas – o que alcança os três turnos – sem ir para as Companhias Interativas Comunitárias (Cicom’s) da capital. De acordo com o presidente da Associação dos Praças do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, a data da falta coletiva não foi anunciada, para não prejudicar a paralisação.

“Nós vamos cumprir apenas nosso papel constitucional, que é de fazer o patrulhamento preventivo, e na semana que vem, vamos anunciar uma falta coletiva, que não foi anunciada nesta quinta-feira, por questões estratégicas, onde todos os turnos irão faltar serviço, e teremos policiamento zero na cidade de Manaus”, acrescentou.

O Grupo Diário de Comunicação (GDC) aguarda do comando da PM uma nota sobre a decisão da assembleia realizada na tarde desta quinta-feira.

Fonte: D24am

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