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Relator do impeachment, Dr. Gomes pede arquivamento de denúncias contra Wilson Lima

O deputado estadual Dr. Gomes, relator do processo de impeachment do governador Wilson Lima e de seu vice, Carlos Almeida, por crime de responsabilidade, emitiu parecer sobre o processo na tarde desta quinta-feira (30). Gomes enviou relatório à Comissão Especial do Impeachment informando que vota pela rejeição da denúncia e o arquivamento dos pedidos.

Os pedidos para afastamento do vice-governador e do governador foram apresentados na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) nos dias 21 e 22 de abril, respectivamente. No dia 5 de maio, o presidente da ALE, deputado Josué Neto, apresentou a denúncia e iniciou o processo.

A Comissão Especial do Impeachment foi formada pelos deputados Fausto Júnior (PRTB), Delegado Péricles (PSL), Felipe Souza (Patriotas), Therezinha Ruiz (PSDB), Alessandra Campêlo (MDB), Dr. Gomes (PSC), Saullo Vianna (PTB), Belarmino Lins (PP), Dermilson Chagas (Podemos), Wilker Barreto (Podemos), Roberto Cidade (PV), Carlinhos Bessa (PV), Adjuto Afonso (PDT), Sinésio Campos (PT), Joana Darc (PL) e Cabo Maciel (PL).

Joana Darc, Roberto Cidade, Carlinhos Bessa, Therezinha Ruiz e Saullo Vianna, que são da base que apoia o governador, estavam na lista dos ‘5%’ encontrada no gabinete de Wilson Lima durante a operação Sangria, deflagrada no dia 30 de junho. O fato foi destacado pelo colunista do Globo Lauro Jardim, no dia 26 de julho.

Sobre a possibilidade da votação do relatório da denúncia ser realizada nesta sexta-feira (30), o deputado estadual Wilker Barreto, em seu discurso na Sessão Ordinária da ALE, nesta quinta-feira (30), se mostrou contrário à antecipação da data da votação, inicialmente marcada para a segunda-feira (3), e afirmou que a vontade da comissão é acelerar a votação.

“Para minha surpresa, acompanhei pela mídia que existe uma vontade da votação do relatório ocorrer na sexta-feira (31). Precisamos ter tempo para ler e debruçar num relatório de impeachment que estava pré-agendado para acontecer na próxima segunda-feira (3). Se essa votação acontecer amanhã (sexta), vai soar muito mal para a sociedade. Sou contra este açodamento”, explicou o deputado.

“Semana passada, o relator visivelmente reclamou do tempo exíguo e que iria se esforçar para entregar o relatório na sexta-feira, para termos o final de semana todo para estudarmos e debruçarmos sobre a matéria. O que muda a votação de sexta para segunda? Apesar de ser uma vontade política, tem que ter a fundamentação jurídica”, finalizou o parlamentar.

Fonte: D24am

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