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Alunos de escola estadual do Amazonas desenvolvem pomada cicatrizante

Com uma enzima encontrada no mamão, a papaína, alunos do Programa Ciência na Escola (PCE), estão desenvolvendo uma pomada para ajudar a cicatrizar queimaduras, um resultado prático do conhecimento científico aprendido em sala de aula na Escola Estadual Professora Ondina de Paula Ribeiro, localizada na zona sul de Manaus.

RECIFE PCE - JUL 2013 - PCE  (22)A pomada de mamão está sendo apresentada ao público de Recife, durante a 65ª Reunião Anual da SBPC, que começou no domingo (21 de julho) e termina nesta sexta-feira (26). O programa é uma iniciativa do Governo do Estado, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que oferece bolsas de estudos a alunos do Ensino Médio e disponibiliza a infraestrutura necessária ao desenvolvimento da pesquisa, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc).

Coordenado pela professora Valéria Vasconcelos de Andrade, o projeto de pesquisa, vinculado ao PCE, tem como objetivo, além do desenvolvimento da pomada cicatrizante, familiarizar os alunos da disciplina de Química com os aspectos teóricos e práticos da Ciência. As aulas práticas são ministradas no laboratório da escola, equipado com estufa, vidrarias e bancadas.

Quando são necessários equipamentos mais sofisticados, como rotaevaporador e liofilizador, o projeto de pesquisa conta com a parceria do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “A partir da implantação do PCE na nossa escola, os alunos ficaram mais motivados e passaram a ter mais curiosidade em relação aos procedimentos científicos”, afirmou Valéria Andrade.

Para um dos participantes do projeto, o aluno Allan Marques, de 18 anos, que está cursando o terceiro ano do Ensino Médio, a pesquisa científica estimulada pelo PCE é um diferencial importante em seus estudos, porque permite uma compreensão mais clara dos procedimentos laboratoriais e une a teoria à prática. Ele já pensa em um curso de graduação que dará prosseguimento ao que está aprendendo, possivelmente o de Farmácia ou Química. “Com o projeto de pesquisa, eu tive uma maior aproximação com os professores, fortalecendo o espírito de equipe e assimilando bem melhor o conteúdo apresentado em sala de aula”, afirmou o estudante.

Fonte: Agecom e credito foto: DENISON SILVAN/FAPEAM

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